O governador interino do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, anunciou que enviará à Assembleia Legislativa (Alerj) um projeto de lei que estabelece um limite rigoroso para a ocupação de cargos de confiança. A proposta fixa em, no máximo, 10% o percentual de servidores não concursados em cada uma das 32 secretarias estaduais.
A iniciativa faz parte de um plano de enxugamento da máquina pública que ganhou força nos últimos dias. Somente na última semana, uma onda de exonerações atingiu mais de 600 funcionários lotados em setores estratégicos, como a Casa Civil, a Secretaria de Governo e o Gabinete do Governador.
Explosão de cargos na gestão anterior
O ajuste proposto por Couto é uma resposta direta aos dados herdados da gestão de Cláudio Castro (PL). Um levantamento da atual administração revelou que, em março deste ano, o estado contava com 14.340 cargos comissionados.
O número representa um aumento de 47,86% em comparação ao início de 2021. De acordo com o governo interino, o objetivo do novo projeto é reverter essa tendência e priorizar a meritocracia e o corpo técnico concursado.
Auditoria e implementação gradual
A redução não deve parar nas demissões já realizadas. O texto, que será encaminhado aos deputados nos próximos dias, prevê que as mudanças ocorram de forma gradual. Esse processo será acompanhado por auditorias contínuas realizadas pela Casa Civil e pela Secretaria de Estado de Governo.
Desde que assumiu o Palácio Guanabara, o desembargador Ricardo Couto tem buscado imprimir uma marca de austeridade, focando na revisão de nomeações e no corte de despesas correntes para equilibrar as contas fluminenses.
Entenda o impacto da medida:
Situação Atual: 14.340 cargos comissionados (Março/2026).
Aumento: Quase 48% de crescimento desde 2021.
Proposta: Limitar a apenas 10% o total de cargos de confiança por secretaria.
Ação Imediata: Mais de 600 demissões já efetuadas.
Rádio Cantagalo FM/reprodução da redação da Rádio Natividade





